Resumo da equipe Fé Razoável, preparado com auxílio de IA
William Lane Craig desenvolve três aplicações da onisciência divina: confiar na orientação de Deus, encontrar consolo por ele conhecer o coração humano e descansar na segurança de seu amor. Em seguida, inicia o estudo da onipotência, examinando passagens bíblicas sobre o poder de Deus e a criação. A discussão distingue poder ilimitado de contradições lógicas e considera como a liberdade das criaturas se relaciona com os mundos que Deus pode realizar.
Aplicações da onisciência divina
Em nossa última vez juntos, nós estudamos sobre o conhecimento de Deus, aqueles chamados subjuntivos condicionais ou contrafactuais, conhecido como conhecimento médio. E eu argumentei que embora este seja um assunto polêmico que nem todos os cristãos concordam, no entanto há razões teológicas consideráveis para acreditar que Deus tem conhecimento médio, ou seja, é a única maneira de fornecer uma doutrina robusta da providência e soberania divina que seja compatível com a liberdade libertária humana. Por isso, acho que esse é um aspecto da onisciência divina que é importante e vale a pena afirmar. Antes de encerrarmos essa lição, gostaria de saber se há mais alguma coisa que vocês querem que eu comente a respeito do conhecimento médio de Deus...
Vamos então para a seção de aplicação da lição. Eu quero desenvolver três aplicações práticas deste atributo da onisciência divina para nossas vidas hoje. Em primeiro lugar, a onisciência de Deus serve como base para uma confiança total na orientação de Deus para sua vida. Por Deus ser onisciente, ele nunca erra. Ele nunca muda de ideia devido a uma falta de previsão. Ele nunca negligencia nada; nada o pega de surpresa. Portanto podemos seguramente confiar n'Ele enquanto Ele guia nossa vida. Isto é especialmente verdadeiro se afirmarmos a doutrina do conhecimento médio porque então significa que tudo o que acontece em sua vida acontece por vontade direta de Deus ou pelo menos por sua permissão devido a bens maiores que podem ser alcançados.
Não importa o que você passa, por mais difícil que seja o sofrimento ou a provação, não importa quão distante Deus possa parecer e você se sinta abandonado por Deus, mesmo assim, com base na onisciência de Deus, podemos saber que Deus nos está guiando enquanto confiamos nele. Assim, Provérbios 3:5-6 nos dá este conselho: “Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento. Reconheça o SENHOR em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” (NAA) Esse é um excelente conselho tendo em vista a onisciência e o conhecimento médio de Deus.
A complexidade do planejamento de um mundo de criaturas livres é tal que nós nunca poderíamos confiar em nosso próprio entendimento para discernir o caminho certo, mas podemos confiar no Senhor que é onisciente enquanto Ele guia nossas vidas. Isso significa que a vontade de Deus para sua vida, seja ela qual for, é perfeita. É exatamente o que Deus quer para você. Assim, em Romanos 12:1-2, Paulo faz o seguinte apelo: “Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.
E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente” (NAA) Por quê? para que experimenteis a vontade de Deus, e o que caracteriza a vontade de Deus? O que é bom, agradável e perfeito. Observe que Paulo aqui pede uma rendição total a Deus do corpo e da alma, confiante no fato que você será capaz de provar ou discernir o que é a vontade de Deus para você. E a vontade de Deus para sua vida, Paulo diz, é boa e agradável, não apenas para Deus, mas se você pudesse entender, seria agradável para você, e é perfeito, o que significa que não há nada que você possa fazer para melhorá-la.
Que chamado, que razão, para confiar em Deus em como Ele conduz você, mesmo através dos vales escuros e as fases difíceis da vida. Podemos confiar nele para um parceiro de casamento. Podemos confiar nele para a nossa carreira. Podemos confiar nele durante tempos de doença, decepção e sofrimento, mesmo quando morrermos, podemos confiar n'Ele por causa de sua onisciência e orientação. Em segundo lugar, a onisciência de Deus é uma fonte de conforto pelo conhecimento de Deus sobre seu coração. Em muitas circunstâncias, outros podem compreender mal a nós e nossas motivações. Eles podem nos difamar e imputar-nos falsas motivações que não era o que pretendíamos.
Nesse tipo de situação é reconfortante saber que Deus conhece nossos corações. Ele sabe onde seu coração realmente está e quais são suas motivações. 1 Samuel 16:7 diz: “[...] Porque o SENHOR não vê como o ser humano vê. O ser humano vê o exterior, porém o SENHOR vê o coração.” (NAA) Deus conhece nosso coração; ele discerne nossas verdadeiras motivações. Ele nos entende mesmo quando falhamos e não vivemos de acordo com o padrão que devemos. Salmos 103:13-14 diz: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.
Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.” (NAA) Aqui Deus é descrito como um Deus compassivo que nos entende, nos entende em nossa fragilidade e falibilidade e tem compaixão de nós como um pai tem compaixão de seus filhos. Mesmo quando nossa devoção parece fria e nós não estamos em comunhão com o Senhor como convém estar, Deus sabe a verdade. Ele sabe a verdade sobre o seu coração, e que você o ama e que você quer segui-lo. Em João 21:17, João descreve a cena em que Jesus se encontra com Pedro durante a pesca milagrosa no mar da Galileia.
E no versículo 17, Jesus pergunta a Pedro três vezes: “Você me ama?" E João registra que Pedro se entristeceu porque Jesus lhe perguntou pela terceira vez: "Você me ama?" Sem dúvida, isso reflete Pedro negando Cristo três vezes e Jesus traz essa memória dolorosa de volta para Pedro, perguntando-lhe três vezes, “Você me ama?" e Pedro respondeu: “O Senhor sabe todas as coisas; sabe que eu o amo.” (NAA) Pedro encontra conforto em Jesus por conhecer seu coração e conhecer todas as coisas. Ele sabe que Pedro o ama mesmo que Pedro tenha falhado com ele no passado.
Então há conforto, eu penso, ao ter consciência de que Deus tem um conhecimento de nossos corações, o compreende e tem compaixão de nós. E por último, a onisciência de Deus é uma fonte de segurança no amor de Deus. Não há novas informações que Deus possa adquirir sobre você que afetaria o amor d'Ele por você. Não há "sujeira debaixo do tapete" que Ele ainda não conheça. Não há queda futura que ele não esteja ciente de que poderia afetar o amor dele por você. Ele nos conhece inteiramente e completamente - por completo.
E ainda assim, apesar de tudo isso, Ele nos ama infalivelmente. 1 João 3:19-20 diz: “E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, diante dele, tranquilizaremos o nosso coração. Pois, se o nosso coração nos acusar, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas.” (NAA) Mesmo quando estamos caídos e pecamos e decepcionamos a nós e desapontamos a Deus Deus conhece os nossos corações. Ele ainda nos ama e nós podemos descansar nossos corações diante dele, como João diz, tendo o conhecimento deste amor infalível. Portanto, não há necessidade de se esconder de Deus.
Não há necessidade de tentar esconder dele nosso pecado, nossas lutas, nossas dúvidas, nossos fracassos. Nós podemos ser honestos com Deus e trazê-los diante dele porque ele nos conhece completamente. Na verdade, embora nós, muitas vezes, como cristãos, falemos sobre a importância de conhecermos a Deus, em certo sentido o que é realmente importante é que Deus nos conhece, que ele está ciente de nós, independentemente da consciência que podemos ter dessa relação. Essa relação é que Deus nos conhece, não apenas que conhecemos a Deus. Em 1 Coríntios 13:12, na segunda metade do versículo, Paulo diz: “Agora meu conhecimento é incompleto; depois conhecerei como também sou conhecido.”
(NAA) Paulo diz, agora meu conhecimento está incompleto, é parcial, mas um dia eu vou entender completamente. Mas eu já sou plenamente conhecido por Deus. Nosso conhecimento é parcial, mas Deus tem entendimento completo e pleno a respeito de nós. Assim, em Gálatas 4:9 Paulo diz: “Mas agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que vocês são conhecidos por Deus, [...]” (NAA) Existe esse inverso. Não apenas você veio a conhecer a Deus, antes, Paulo diz, você veio a ser conhecido por ele. De forma similar, em 1 Coríntios 8:3, Paulo diz: “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.”
(NAA) “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele.” (NAA) Então esse relacionamento com Deus não é apenas nós conhecendo ele, mas ainda mais fundamentalmente é ele nos conhecendo algo que eu acho que às vezes ignoramos e deixamos de apreciar. Como cristãos, agora somos conhecidos por Deus e amados por ele. Então podemos ser totalmente honestos e abertos diante dele. Em Salmos 32:3-7: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor secou como no calor do verão.
Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Eu disse: “Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões”; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado. Sendo assim, todo o que é piedoso te fará súplicas em tempo de poder te encontrar. [...] Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.” (NAA) Aqui o salmista contrasta como era esconder seu pecado de Deus, tentando encobrir, e a miséria que ele experimentou. E a liberdade que vem com o reconhecimento e a confissão de seu pecado para então experimentar o perdão de Deus.
Então, a onisciência de Deus, ao meu ver, é uma fonte de encorajamento para que sejamos honestos e para nos abrirmos com Deus e nos mantermos sinceros com ele, nos confessando sempre que estivermos ciente de um pecado em nossa vida, mantendo sempre nossa comunhão sincera com Deus porque sabemos que estamos seguros em seu amor e não precisamos esconder nada dele. Esses são alguns tipos de aplicações deste atributo. Há algo mais para discutirmos antes de começarmos a estudar o próximo atributo de Deus? - Parece-me que quando Paulo fala em Atenas em Atos 17, acho que o senhor foi lá e citou o discurso dele alguns anos atrás.
Ele diz algumas coisas que implicam não apenas na onisciência mas também na onipresença e onipotência de Deus. Às vezes não pensamos sobre isso – que Deus não precisa de nada de nós. Nós vemos ao nosso redor o mundo que parece estar fora de controle, mas ele não precisa de nossa ajuda. Segundo, ele diz que Deus não está longe de nós. Ele está falando com pessoas que são pagãs, que são incrédulas. Essas são duas implicações, parece-me que flui do que você está dizendo. - Esses atributos de Deus coexistem, não é? Eles estão juntos.
E uma das coisas que eu disse que você poderia fazer, uma aplicação prática do amor de Deus no lugar da onisciência. Mas todas elas, eu acho, estão juntas para formar o caráter de Deus, que tem essas maravilhosas implicações práticas para nossas vidas. Onipotência, onipresença... Mais comentários? - O senhor já deve ter falado sobre isso em uma aula anterior. eu não quero fazer o senhor repetir novamente o assunto. Mas eu me pergunto como é que esta questão de conhecimento médio e o fato de que Deus sabe o que faremos no futuro se conecta com o livre arbítrio já que nossos atos futuros já são conhecidos?
Como um crítico diria, como somos realmente livres então? - Certo, nós conversamos sobre isso! eu disse anteriormente que são dois problemas que surgem do conhecimento de Deus do futuro, você pode se lembrar. O primeiro foi o problema do fatalismo teológico. Se Deus sabe o que você vai fazer, então, quando chegar a hora, você realmente tem a capacidade de fazer algo diferente? Ou você está destinado a fazer o que você faz? A segunda implicação era a questão do conhecimento de Deus sobre esses condicionais do subjuntivo. Em relação a primeira implicação, você vai se lembrar que eu disse que precisamos diferenciar prioridade cronológica e prioridade lógica.
Mesmo que a presciência de Deus é cronologicamente anterior à sua escolha, sua escolha é logicamente anterior à presciência de Deus. Você tem a capacidade de escolher qualquer um dos dois, e qualquer caminho que você escolher determinará então o que Deus previu. Então, quando chegar a hora você tem a capacidade de agir de uma maneira que, se você fosse agir dessa forma Deus teria conhecido de antemão diferente do que ele, de fato, sabe de antemão. Bem, temos falado sobre os atributos intelectuais de Deus como um ser pessoal.
Onipotência de Deus
Agora quero discorrer sobre os atributos volitivos de Deus. Como ser pessoal, Deus tem volição, ele tem vontade. E seus atributos volicionais são expressos no atributo de onipotência ou de ser todo-poderoso. Então, vamos ver alguns dos dados bíblicos que é pertinente à doutrina da onipotência de Deus ou seu ser todo-poderoso. Primeiro, a Bíblia indica que Deus é todo poderoso. Gênesis 17:1 Esta é a aparição de Deus a Abrão. “Quando Abrão atingiu a idade de noventa e nove anos, o SENHOR apareceu a ele e disse: — Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande na minha presença e seja perfeito.”
(NAA) A palavra lá no hebraico traduzido como “Deus Todo-Poderoso” (NAA) é a expressão familiar “El Shaddai”. Deus revela-se a Abrão como El Shaddai Deus Todo-Poderoso. Este mesmo nome para Deus está escrito ao longo da Bíblia até o último livro do Novo Testamento, Apocalipse 19:6, quando vemos a ceia das bodas do Cordeiro: no versículo 6 de Apocalipse 19 diz: “Então ouvi o que parecia ser a voz de uma grande multidão, uma voz como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: “Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso.”” (NAA) Então Deus é chamado de “Todo-Poderoso” nas Escrituras.
O poder onipotente de Deus nas Escrituras é mais manifestado no ato da criação. Deus cria o mundo do nada. Ele não precisa de nenhum substrato material, qualquer matéria ou energia, a partir da qual criar o mundo. Ele cria a matéria e a energia, bem como as coisas que são constituídas por matéria e energia. Então, a doutrina da criação do nada é a mais poderosa, ou visual, demonstração da onipotência de Deus nas Escrituras. Gênesis 1:1 começa com as palavras: “No princípio, Deus criou os céus e a terra." No princípio Deus criou o universo.
O Salmo 33:9 é um salmo que exalta o poder de Deus na criação: Diz assim: "Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir." (NAA) A criação simplesmente passa a existir pela ordem verbal do Senhor. Sua poderosa palavra traz o universo à existência. Em Romanos 4:17, Paulo usa uma frase marcante para caracterizar esta criação a partir do nada. Na última parte desse versículo, ele fala de Abraão estar na presença de Deus em quem ele creu e depois esta frase: "o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem."
(NAA) Aqui os dois poderosos atos de Deus criação e a ressurreição, são mencionados como manifestações de seu poder. Deus é aquele que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem. Eu amo essa frase. Ele chama essas coisas à existência, embora elas não existem. Esta é verdadeiramente a criação a partir do nada. Ele constitui essas coisas em seres vivos. Esse é o primeiro ponto bíblico. Deus é chamado de “Deus Todo-Poderoso”. Em segundo lugar, as Escrituras indicam que Deus pode fazer todas as coisas ou Deus pode fazer qualquer coisa.
Há várias passagens bíblicas que afirmam isso explicitamente. Gênesis 18:14 para começar. Esta é a promessa a Abraão e a Sara que eles terão um filho na velhice que provoca risos por parte de Sara. Mas no verso 14 de Gênesis 18, o Senhor diz: “Por acaso, existe algo demasiadamente difícil para o SENHOR? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a você, e Sara terá um filho.” (NAA) Observe a pergunta: "existe algo demasiadamente difícil para o SENHOR?" Essa é uma pergunta puramente retórica. A resposta é claramente não, nada é muito difícil para o Senhor.
Em Jeremias 32:17 temos uma pergunta e resposta semelhante. Jeremias 32:17: A questão, na verdade, aparece nos versículos 26 e 27 de Jeremias 32: “Então a palavra do SENHOR veio a Jeremias, dizendo: — Eis que eu sou o SENHOR, o Deus de toda humanidade. Será que existe algo demasiadamente difícil para mim?” (NAA) A menos que você tenha alguma dúvida sobre a resposta para essa pergunta, veja o versículo 17: “Ah! SENHOR Deus, eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; nada é demasiadamente difícil para ti.”
(NAA) As Escrituras dizem que Deus pode fazer qualquer coisa. Não há nada que seja muito difícil para Deus fazer. Jó 42:1-2: Essa é a cena final do livro de Jó onde Jó percebe a grandeza incompreensível de Deus e sua incapacidade de compreender o poder de Deus. E no versículo 1 do capítulo 42: “Então Jó respondeu ao SENHOR e disse: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.”” (NAA) Aqui Jó confessa que Deus pode fazer todas as coisas. Esta não é uma doutrina confinada ao Antigo Testamento.
É repetido no Novo Testamento pelo próprio Jesus Mateus 19:26: Jesus está falando aos seus discípulos: “Jesus, olhando para eles, disse: — Para os seres humanos isto é impossível, mas para Deus tudo é possível.” (NAA) Também em Marcos 14:36. Encontramos Jesus orando no jardim do Getsêmani "E dizia: — Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice! Porém não seja o que eu quero, e sim o que tu queres." (NAA) Então Jesus também afirma que Deus pode fazer todas as coisas. Portanto, temos o testemunho das Escrituras que Deus é todo poderoso e pode tudo, o que é uma poderosa garantia escriturística, para dizer que Deus é onipotente.
Discussão e limites lógicos
Alguém tem alguma pergunta sobre o material bíblico, antes que passemos para o resumo sistemático deste assunto? Vamos falar sobre o atributo da onipotência, que significa ser todo-poderoso. Somos imediatamente confrontados com os paradoxos da onipotência porque embora as Escrituras digam que Deus pode fazer todas as coisas, parece intuitivamente óbvio que há certas coisas que Deus não pode fazer. Por exemplo, pode Deus agir contrário à sua própria natureza? Se Deus tem certas propriedades essenciais então como Deus poderia agir de uma maneira que seria contrário à sua própria essência ou natureza? Por exemplo, poderia Deus criar outro deus e então adorá-lo?
Isso parece absolutamente inconcebível. Deus não pode ser criado, então Deus não poderia criar outro Deus. Seria idolatria e blasfêmia se ele adorar algum outro deus. Ou, poderia Deus cometer adultério? Novamente isso parece absurdo pensar que Deus poderia agir de tal maneira isso seria contrário ao seu caráter moral. Então, os teólogos cristãos normalmente não dizem que Deus pode agir contrário à sua própria natureza. Deus sempre age de maneira consistente com sua própria natureza. Ele não pode agir contra a sua natureza. Bem em segundo lugar, e as impossibilidades lógicas? Pode Deus fazer algo que é logicamente impossível?
Por exemplo, Deus poderia ter tornado verdade que Jesus veio e morreu na cruz e que ele não veio e morreu na cruz? São contradições lógicas. Ele poderia tornar real uma contradição lógica? Deus poderia fazer um quadrado redondo, por exemplo? Novamente, quase todos os teólogos cristãos diriam que Deus ser todo-poderoso não significa que ele pode fazer coisas que são logicamente impossíveis. Embora tenha havido exceções, por exemplo, o grande filósofo René Descartes, que foi um filósofo cristão assumido, acreditava que Deus poderia fazer impossibilidades lógicas e que as leis da lógica e da matemática dependem da vontade de Deus.
Deus quis que a lei da contradição fosse verdade, e ele quis outras verdades logicamente necessárias. Então em última análise, esses tipos de necessidades lógicas não estão enraizados na natureza de Deus para Descartes, mas em sua vontade. Mas Descartes é aqui como um verdadeiro ponto fora da curva, um verdadeiro dissidente. De longe, é praticamente universal entre os pensadores cristãos que dizer que Deus é onipotente não significa que ele pode fazer impossibilidades lógicas. Elas não são coisas. Elas são apenas combinações contraditórias de palavras. Não existe tal "coisa" como um quadrado redondo que Deus é incapaz de fazer.
Estes são apenas contradições verbais lógicas e, portanto, não são coisas que o poder de Deus precisa abranger. Em terceiro lugar, e as coisas que são logicamente possível, mas elas não são concretizáveis? Existem coisas que são logicamente possíveis em si mesmas mas são incapazes de serem realizadas na realidade? Incapaz de ser atualizada. Eu as chamo de não-concretizáveis. Por exemplo, parece logicamente possível que as pessoas pudessem sempre escolher fazer as coisas certas, que elas jamais pecariam. Isso significaria que existe um mundo logicamente possível que inclui Deus em que as pessoas nunca pecam, mas sempre fazem livremente a coisa certa.
Este não seria um mundo de robôs. Não é um mundo de marionetes onde Deus está puxando as cordas das marionetes e fazendo com que essas pessoas sempre escolham a coisa certa. É que em qualquer situação moral em que você se encontra, você tem a capacidade de escolher fazer o bem ou não. Você tem a capacidade de escolher o mal ou o bem, e você não é logicamente forçado a fazer a coisa errada. É logicamente possível para você fazer a coisa certa. Então, e se todos sempre fizessem a coisa certa? E se simplesmente todo mundo sempre escolhesse livremente obedecer a Deus?
Então você teria um mundo em que não haveria pecado, mesmo tendo liberdade humana. Então deve haver um mundo logicamente possível como esse. Mas isso significa, portanto, que Deus é capaz de criar tal mundo? Bem, isso não acontece, pois poderia ser que dada a liberdade humana, se Deus tentasse concretizar tal mundo, as pessoas iriam fazer a coisa errada e pecariam, portanto, este mundo não daria certo. Você pode pensar da seguinte forma: Não depende simplesmente de Deus qual mundo se torna concretizável. Se as pessoas têm liberdade, então elas co-concretizariam o mundo junto com Deus.
Se Deus lhes da liberdade então ele não determina o que elas escolhem. Ele se afasta, por assim dizer, e as deixa fazer suas escolhas naquelas situações morais em que elas se encontram. Então, isso significa que há mundos logicamente possíveis que são perfeitamente consistentes em si mesmos, mas que Deus é incapaz de criar. Ele é incapaz de os concretizar. Por quê? A razão seria porque condicionais subjuntivos erradas são verdadeiras. É logicamente possível que se Pedro estivesse nestas certas circunstâncias, ele não negaria a Cristo. Ele confessaria fielmente Cristo. Isso é possível. Mas mesmo assim pode ser que se Pedro estivesse nestas circunstâncias, ele negaria livremente a Cristo três vezes.
Então esse mundo logicamente possível não está disponível para Deus concretizar. É infactível para ele concretizar, mesmo que seja logicamente possível. Então, acho que você já pode perceber que isso está intimamente relacionado com a questão do conhecimento médio. No conhecimento médio há uma distinção significativa entre mundos que são possíveis e mundos que são factíveis para Deus concretizar. Pode ser que haja toda uma gama de mundos que são logicamente possíveis como um mundo sem pecado, mas que Deus é incapaz de criar porque as criaturas, de fato, iriam agir diferente. Portanto, Deus, mesmo sendo onipotente, não é necessariamente capaz de concretizar qualquer estado de coisas logicamente possíveis.
Então, parece que existem esses paradoxos de onipotência que parecem impor limites sobre o poder de Deus. Como então devemos entender a onipotência de Deus? Acho que devemos dizer, como já indiquei, que estas coisas não são realmente "coisas" que Deus é incapaz de fazer. Elas representam limites puramente lógicos do poder de Deus. Até sua incapacidade de concretizar um mundo logicamente possível é um limite lógico porque é logicamente impossível fazer criaturas livremente fazerem alguma coisa. A fonte da limitação é puramente lógica, e a lógica, eu acho, é baseada na natureza do próprio Deus.
Isso é um reflexo de sua própria essência e natureza Deus age de maneiras logicamente consistentes. Uma definição possível de onipotência que eu acho útil é, eu tenho que avisar que isso pode ficar muito complicado quando você lê literatura filosófica sobre isso. Mas uma maneira simples de expressá-la é: Deus pode criar qualquer estado de coisas que seja logicamente possível para alguém criar naquela situação. Deus pode criar qualquer estado de coisas que seja logicamente possível para alguém criar naquela situação. Se alguém em tal situação seria capaz de produzir esse estado de coisas, então Deus deve ser capaz de produzir esse estado de coisas.
Como isso se aplicaria a algumas dessas exceções sobre as quais falamos? Ninguém poderia provocar o estado de coisas onde Deus age contrário à sua própria natureza. Isso é simplesmente logicamente impossível. Então ninguém tem esse poder. Da mesma forma, ninguém tem o poder de fazer com que um círculo quadrado exista ou que exista um solteiro casado. Ninguém poderia criar um estado de coisas em que há uma pedra pesada demais para Deus levantar, por exemplo. Isso é simplesmente um estado de coisas logicamente incoerente Ninguém poderia provocar isso. Ou ninguém na situação de Deus poderia criar esses mundos que são logicamente possíveis em si mesmos, mas que são infactíveis por causa dos condicionais do subjuntivo que são verdadeiros.
Qualquer um nessa situação será confrontado com as mesmas limitações, com os mesmos contrafactuais de liberdade da criatura. Assim, eu acho que isso nos dá uma ideia aproximada do que é a onipotência divina: Deus é capaz de realizar qualquer estado de coisas que seja logicamente possível para alguém que esteja nessa situação realizar. Bom, eu acho que temos tempo para mais uma pergunta antes de terminarmos, então, vejamos... Eu vou dar a oportunidade para a nossa convidada de hoje fazer uma pergunta Qual é mesmo o seu nome? Sandra? Ok, vamos deixar a Sandra fazer sua pergunta.
- De volta à criação dos mundos possíveis, como o senhor responderia às pessoas... tenho certeza que o senhor já ouviu isso muitas vezes, se Deus soubesse quem cairia, quem não creria, e Deus poderia fazer todas as coisas, então por que ele não criou apenas um mundo que só conteria as pessoas que não escolheriam errado e não cairiam? - O que essas pessoas não entendem é que você não pode arrancar as pessoas de um mundo e então montar um novo mundo apenas com essas pessoas. Todas as pessoas que são eleitas neste mundo.
Você meio que pega elas e as coloca em um mundo à parte. Porque o que acontece é que esse é um mundo novo, e eles podem não agir nesse mundo, como eles agem no mundo atual. Pode ser que se você reunisse todas aquelas pessoas que no mundo atual são cristãos e as colocasse em um mundo, só elas, e as deixassem livres, muitas delas não seriam cristãs, não seriam crentes, e seriam condenadas. O que elas não entendem é que quando você pega esses indivíduos e os coloca juntos, você tem um mundo totalmente novo para lidar e precisa se perguntar quais condicionais subjuntivas são verdadeiras nesse mundo.
Certo. Da próxima vez vou continuar a discussão sobre a onipotência e veremos uma aplicação dela para a nossa vida prática. Ah, deixe-me ler uma benção final para nós. Por favor, vamos curvar nossas cabeças. Eu irei ler uma benção em 2 Tessalonicenses Capítulo 3. “Que o Senhor da paz, ele mesmo, dê a vocês a paz, sempre e de todas as maneiras. O Senhor esteja com todos vocês. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês.” (NAA) Amém!



