Falei recentemente numa grande universidade canadense sobre a existência de Deus. Depois de minha palestra, uma estudante levemente irada escreveu no seu cartão de comentários: “Estava do seu lado até você chegar naquele assunto sobre Jesus. Deus não é o Deus cristão!”.
Pediram-me que eu falasse esta noite sobre “O nascimento de Deus”. O título fere os ouvidos, pois parece ininteligível. Como seria possível Deus, o Criador incriado de todas as coisas, ter um nascimento? Como poderia um ser autoexistente e eterno, o Criador do tempo e do espaço, ter nascido?
Uma das questões mais difíceis e importantes que a igreja enfrenta hoje é a questão da homossexualidade como um estilo de vida alternativo. A igreja não pode se esquivar dessa questão.
Sinto-me honrado pelo privilégio de ter sido convidado para apresentar as Preleções Stob [Stob Lectures] deste ano. Fico até um pouco embaraçado com toda a agitação de vocês. Existe a tentação de tentar justificar a seleção como um preletor Stob apresentando duas palestras impressionantes e acadêmicas.
Pode-se pensar, devido à atual enchente de best-sellers ateístas, que a crença em Deus se tornou intelectualmente indefensável para as pessoas pensantes, atualmente.
C. S. Lewis comentou certa vez que a existência de Deus é muito mais que uma questão meramente interessante. Afinal, se Deus não existe, não há nenhuma razão para nos interessarmos por ele. Mas se existe, nosso maior objetivo de vida é nos relacionarmos com este ser do qual depende nossa existência.
O problema do mal é, com certeza, o maior obstáculo à crença na existência de Deus. Quando reflito a respeito tanto da extensão quanto da profundidade do sofrimento no mundo, quer se deva à falta de humanidade do homem contra o homem, quer se deva aos desastres naturais, devo confessar que acho difícil acreditar na…
Devo confessar que não tenho paciência para ler livros desse tipo nem os considero interessantes. Como filósofo, quero premissas e argumentos fundamentais sem que tenha de peneirar para separar o trigo filosófico da palha da narrativa ficcional popular.
“O mundo intelectual contemporâneo no Ocidente”, declara o célebre filósofo Alvin Plantinga, “é um campo de batalha ou uma arena na qual se trava a luta pela alma dos homens”. [1] Três escolas de pensamento combatem-se na batalha para ganhar a mente de homens e mulheres pensantes.
É um grande prazer estar aqui, e fiquei particularmente feliz que Walter tenha mencionado a Sociedade Filosófica Evangélica [Evangelical Philosophical Society].